Tempo
As horas diluem minha memória
Espelhos d'água engolem
O sol da minha infância
Cães ladram nas estreitas ruas da solitária cidade
Aquele lago onde banhei os pés barrentos
Secou como a garganta do deserto
O brilho da lua cheia fora encoberto
Pela poeira cósmica
Dentro da noite, sonhos e sonhos
Evaporaram depois de cada estação
O tempo é ácido, crudelíssimo:
Partindo do nada ( presença inesperada),
Nunca sabe quando e aonde vai chegar.
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